O flamenco é uma forma de arte apaixonante enraizada na cultura espanhola, originária da região da Andaluzia, no sul de Espanha. Esta expressão artística combina música, canto e dança, criando uma fusão vibrante de emoções, ritmo e movimento. Com influências de várias culturas, incluindo ciganos, mouros e judeus, o flamenco destaca-se pela sua intensidade, paixão e virtuosismo.
Este estilo tem as suas raízes na Republica Dominicana. O folclore dominicano é austero e profundamente religioso. Na sua música detectamos padrões rítmicos espanhóis e africanos numa polirritmia de difícil transcrição.
A habanera, o zarambo, o zapateado, a tonada, e outros, fundem-se através de instrumentos africanos (tambora, atabale, gúira, maraca, clave, etc.) em novas modalidades que podemos considerar inteiramente dominicanas.
Esta dança popular de carácter festivo, derivada da primitiva secção rítmica mambo do danzón, foi criada pelo violinista Enrique Jorrín, que popularizou o cha-cha-chá na década de cinquenta. O termo inspirou-se no som dos pés dos bailarinos quando deslizavam no chão, acabando
por se tornar um estilo musical completamente independente do danzón. O cha-cha-chá é um género não só de dança como de canção. É uma parte do danzón e, especificamente, do chamado “nuevo ritmo”, já sob a influenciado són, incrementado por Oreste e Israel López, que integravam a orquestra “Arcafio y sus Maravillas”.
Raiz musical para muitas formas contemporâneas; música de dança popular dos camponeses e dos proletários; a sua estrutura apresenta elementos provenientes das músicas africanas (Bantú) e espanholas, mas já fundidos com elementos cubanos.
Esta expressão começou a tomar forma durante a segunda metade do século XIX, na província Oriente Cuba, num período em que a escravatura chegava ao seu fim e a mistura entre as culturas negra e espanhola se acelerava.
A cumbia é uma forma musical colombiana amplamente reconhecida internacionalmente, embora não represente estritamente as diversas regiões geográficas da Colômbia. Ela possui raízes profundas na cultura negra, com influências africanas e ameríndias, derivando seu nome da dança “cumbé” da região equato-guineana de Baté. A cumbia teve origem nas províncias de Cartagena e Santa Marta, na costa atlântica, e evoluiu ao longo do tempo, incorporando instrumentos e desenvolvendo seu ritmo característico, enquanto a voz também passou a desempenhar um papel importante na música, competindo com a instrumentação.
Este estilo, originário de uma parte associada do danzón, teve as suas raízes, primeiro, no “nuevo ritmo” imposto pela orquestra “Arcafio y sus Maravillas”, que serviu de marco estilístico a Orestes López para compor o seu danzón Mambo (1938), onde motivos sincopados extraídos do són se unem a improvisadas variações em flauta; desde logo, os arranjos para a orquestra de jazz realizados por Bebo Valdés e René Hernández em meados dos anos quarenta autonomizaram o modo sincopado do mambo da estrutura danzón.
Música folclórica secular e uma forma de dança acompanhada pelo bater dos tambores, nascida da vertente afro-espanhola, com especial ênfase do primeiro elemento. Teve a sua origem nas cidades onde abundava a população negra humilde e nas zonas dos engenhos açucareiros. Interpreta-se percutindo tambores (tumba, Ilamador, e quinto) ou simplesmente madeiras (cajón de bacalao, cajita de velas), acompanhadas por claves e cucharas. Festa colectiva onde a influência africana se acentua no ritmo. Carece de elementos rituais, é uma
música completamente profana. Não deve ser confundida com a versão americanizada de Rhumba, popularizada na década de trinta pelas orquestras nos salões de baile e em filmes.
O Tango, uma música típica de Buenos Aires, reflete a realidade e a evolução do povo desde o final do século XIX até os dias atuais. Inicialmente, o Tango era uma música associada a situações violentas, mas depois incorporou letras e vozes de cantores para narrar poemas. O Tango argentino é uma combinação de música, dança e poesia, e Buenos Aires, à beira do rio La Plata, é o epicentro dessa expressão musical. Outras cidades, como Rosário, Mar del Plata (onde Piazzola nasceu) e Olavarría, também têm conexões com a origem e a evolução do Tango, mas foi na capital, Buenos Aires, que todas as suas energias criativas se reuniram e de onde o Tango se projetou como uma expressão tipicamente argentina no estrangeiro.
A Dança do Ventre é acima de tudo, uma arte que utiliza suaves movimentos corporais, sinuosos e marcados, que melhoram a postura, o alongamento, o equilíbrio e a coordenação.
Além de proporcionar um total controlo sobre o corpo, cria uma agradável sensação de bem estar, harmonia e descontração. Esta é realmente a Dança da Alma, aquela que expressa de forma mais profunda todos os sentimentos e emoções femininas.
O Hip Hop como dança, surge no seguimento da cultura urbana com a mesma designação e engloba diversos estilos, desde o Popping, Locking, B-Boying e New Style.
As aulas de Hip Hop procuram promover a noção de ritmo, lateralidade, coordenação e incrementar a criatividade, interacção e desinibição.
São utilizados elementos base dos vários estilos de Hip Hop, criando coreografias divertidas que contam histórias e transmitem emoções.
O stretching, ou alongamento, é uma prática essencial nas escolas de dança em todo o mundo, desempenhando um papel crucial na preparação e no aprimoramento dos dançarinos. Embora a sua origem não esteja ligada a uma única cultura ou local, o conceito de alongamento tem raízes profundas na história da dança e do movimento humano. Diferentes técnicas de alongamento foram desenvolvidas ao longo do tempo, provenientes de várias tradições de dança, como o balé, a dança contemporânea e as danças folclóricas, com o objetivo de melhorar a flexibilidade, a amplitude de movimento e prevenir lesões, preparando assim os dançarinos para os desafios físicos da dança. Esta prática é crucial para o desenvolvimento dos dançarinos e para a expressão artística.
As sevilhanas são uma dança popular do flamenco. Curiosamente, é uma tradição antiga que ganha vida em festas, sendo dançada por pessoas de todas as idades e géneros, muitas vezes envolvendo famílias inteiras e comunidades. As sevilhanas são frequentemente apresentadas em celebrações, tornando-se uma das primeiras danças introdutórias ao flamenco.
Embora sejam muitas vezes vistas como uma dança à parte do flamenco, as sevilhanas são repletas de energia e alegria. Durante os espetáculos, surpreendentemente, é essa dança que muitas pessoas reconhecem como o “verdadeiro flamenco”, com suas voltas dinâmicas, saias coloridas e um espírito festivo contagiante.

A Kizomba é uma dança originária de Angola, na África Central, que combina influências musicais africanas, latino-caribenhas e europeias. É caracterizada por movimentos suaves dos quadris, proximidade entre os parceiros e uma atmosfera sensual. Rapidamente ganhou popularidade em todo o mundo, especialmente na Europa, unindo pessoas de diferentes culturas através da sua energia envolvente.
O Funaná é uma dança vibrante originária das ilhas de Santiago e Brava, em Cabo Verde, situadas no oceano Atlântico. Esta dança é caracterizada por movimentos rápidos dos quadris e passos animados, acompanhados por música cativante tocada com acordeão, cavaquinho, guitarra e percussão. Ao longo do tempo, o Funaná evoluiu e se mesclou com outras influências musicais, tornando-se uma expressão artística diversificada. Esta dança é uma parte vital da cultura cabo-verdiana, celebrando a vida e as tradições do arquipélago.
O Kuduro é uma dança e género musical enérgico que surgiu nas ruas de Luanda, capital de Angola, na década de 1980. Esta forma de expressão artística combina influências africanas, hip-hop, eletrónica e música tradicional angolana, sendo conhecida pela sua energia contagiante e movimentos rápidos. Originária de bairros desfavorecidos, o Kuduro tornou-se um fenómeno global da cultura urbana, refletindo a criatividade e o espírito festivo do povo angolano.
O Semba é uma dança e género musical originários de Angola, especialmente da cidade de Luanda. Caracteriza-se por movimentos graciosos dos quadris em sintonia com música cativante, frequentemente acompanhada por tambores e guitarras. Além de ser uma dança, o Semba representa uma expressão de alegria e celebração, enraizada na rica cultura angolana. É uma parte fundamental da identidade cultural do país e tem influenciado a música e a dança em todo o mundo.
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