Este estilo, originário de uma parte associada do danzón, teve as suas raízes, primeiro, no “nuevo ritmo” imposto pela orquestra “Arcaño y sus Maravillas”, que serviu de marco estilístico a Orestes López para compor o seu danzón Mambo (1938), onde motivos sincopados extraídos do són se unem a improvisadas variações em flauta; desde logo, os arranjos para a orquestra de jazz realizadaos por Bebo Valdés e René Hernández em meados dos anos quarenta autonomizaram o modo sincopado do mambo da estrutura danzón. Damaso Pérez Prado pega em todos esses elementos, experimenta, e daí surgem, sistematicamente, os mambos que inauguram, mundialmente, o género. Rico Mambo, em 1951, foi o primeiro a popularizar-se. Tem fortes influências do jazz. New York teve um papel-chave nesta fase de desenvolvimento do mambo, expandindo uma dança altamente especializada que atravessou toda a América. Coreograficamente, o mambo não é uma criação popular; diferentes pares que actuavam em cabarets e boites criaram passos que, mais tarde, o povo imitou. Talvez seja por isso que o mambo não passou de uma moda, de vida efémera, se o compararmos com outros géneros.