Esta dança popular de carácter festivo, derivada da primitiva secção rítmica mambo do danzón, foi criada pelo violinista Enrique Jorrín, que popularizou o cha-cha-chá na década de cinquenta. O termo inspirou-se no som dos pés dos bailarinos quando deslizavam no chão, acabando por se tornar um estilo musical completamente independente do danzón. O cha-cha-chá é um género não só de dança como de canção. É uma parte do danzón e, especificamente, do chamado “nuevo ritmo”, já sob a influenciado són, incrementado por Oreste e Israel López, que integravam a orquestra “Arcaño y sus Maravillas”. Sobre o género, o próprio E. Jorrín disse:

“No danzón Constancia intercalei alguns montunos conhecidos e a participação do público nos coros levou-me a fazer mais danzones deste estilo (…). Em 1948 alterei o estilo de uma canção mexicana de Guty de Cárdenas Nunca. Fiz a primeira parte no seu estilo original e na segunda parte dei-lhe um sentido rítmico diferente da melodia. Gostaram tanto que decidi tornar independente o danzón das últimas partes, ou seja, o terceiro trio ou montuno. Assim surgem peças como La Engañadora em 1951 (…) O cha-cha-chá nasce com melodias quase dançáveis por si só e do balanço que surge entre melodias a tempo e contratempo”.

Este género recebe influências do chotis madrileno.