Termo que engloba uma grande variedade de estilos rítmicos e formas musicais. Temos que procurar as raízes da salsa em Cuba, devido ao seu contributo, sem paralelo, para este género.

A expressão, em si, foi comercializada em New York, na década de sessenta, com o objectivo de divulgar o apelo a esta “escaldante” música afro-cubana. O legado rítmico da salsa está directamente ligado à música popular de Cuba. De particular importância são os géneros conhecidos com rumba, són e danzón, que representa a consolidação de elementos religiosos e seculares africanos e Europeus.

A música cubana é um bocadinho de harmonias, melodias, ritmos e instrumentos musicais de África e da Europa. A fusão destes elementos, desde o século XVI, resultou numa miríade complexa e fascinante de formas musicais, dando à salsa uma variedade de aspectos, incluindo o instrumental, passos de dança, formas poéticas, esquemas estruturais, frases rítmicas e melódicas. A integração do tambor na cultura popular é talvez o factor mais predominante na música afro-cubana e de toda a música afrocêntrica. Tecnicamente falando, salsa é um termo como jazz ou rock. É um género que compreende vários ritmos de Cuba, Porto Rico, República Dominicana e de outras origens – como o som, mambo, guaracha, bomba e merengue – e estilos como charanga, conjunto, sexteto e outros, todos estruturados à volta de um padrão musical conhecido como clave.